
The Passing of the Grey Company

PostGiganteSobreDesilusões
O meu primeiro amor foi uma coroa BAD-ASS! Quando a conheci era uma louca e mãe de um garoto mais velho que eu. O nome dela era Sarah Connor. Mãe de John Connor, líder da Resistência Humana contra a SkyNet. O ano era 1995, e naquela VHS semi mofada, gravada de uma Tela Quente, eu tinha a minha cópia do Extermiador do Futuro 2: O Julgamento Final, lançado 5 anos antes. Linda Hamilton fazia a mulher mas fodástica que encontrei até hoje /FATO. Pra ser sincero era um misto de admiração e medo. Apesar de um amor puro e ingênuo, afinal eu devia ter uns 6 anos, não duramos muito tempo. A diferença de idade era exorbitante e meus pais gostariam que eu chegasse pelo menos até a 5ª série sem uma desilusão amorosa. Além disso, como eu poderia competir com um soldado enviado do futuro pra proteger e fazer um filho na Linda, enquanto eu dormia as 20:30h todo dia depois de uma papinha de maizena?
O tempo passou e eu amadureci. Decidi me envolver com moças mas novas. Foi aí que em um sábado de 1996 conheci aquela que iria e viria na minha vida por muitos anos. O nome dela era Mathilda. O filme era "O Profissional" de Luc Besson, com Jean Reno e, naquele momento, a futura mãe de minha prole, Natalie Portman. Novamente: Natalie Portman. Watson, um garoto de 6 anos não tem a fibra necessária para lidar com uma garota daquela. Mathilda era uma má companhia pra mim, eu fui avisado por meus colegas do primário. Porém, sempre gostei do que não é saudável. E uma menina de 12 anos que é viúva de um matador profissional, definitivamente não seria uma boa nora. Não me importei com isso e mantive um relacionamento muito duradouro com ela. Éramos felizes. Ela trabalhava com caras mais interessantes que eu como Al Pacino, Tim Burton e Robert De Niro, enquanto eu lia gibis do Espetacular Homem-Aranha. Foi aí que em 1999 ela conheceu George Lucas. Esse velho levou minha Mathilda para as estrelas...Para viver a mãe do Luke Skywalker em Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma. Era muita coisa para um casal como nós. Era...era Star Wars, cara!! Ela já não tinha muito tempo/afeto pra mim e nos separamos por um tempo, afinal, é difícil aprisionar os que tem asas. O destino nos juntaria novamente.
Sabe quem me ajudou a superar isso? As manhãs de sábado da Globo. Na verdade, foi a Joey Potter de Dawson's Creek. Tem coisa mais simpática que Katie Holmes em um barquinho num final de tarde do verão americano? Foi ela quem cuidou de mim, me ajudou a crescer, a me intelectualizar. Aprendi muito com ela e contraí da mesma, esta indecisão que me acompanha até hoje. Enfim, ela cuidou de minhas feridas. Só que também cansou de se prender a mim. Eu só queria continuar ali com ela, naquela enseada. Tipo...pra sempre. Mas ela teve que escolher entre mim, o Dawson e o Pacey. Esse último se deu melhor. Voltei pra casa pra recomeçar sem nenhum ressentimento, estranho isso.
Depois deste relacionamento tão lindo, conheci aquela francesa que quebrou as sombras de meu coração como um creme brulée. Amelie. A coisa mais doce que conheci em toda minha vida. PONTO. Um namoro tranquilo e sutil, tivemos. Sem aquelas modernidades e loucuras atraentes das francesinhas. Uma coisa sublime.
No auge disso tudo, na plenitude de nosso fabuloso destino, quando Audrey Tattou volta das gravações de Eterno Amor, Natalie derruba as prateleiras da locadora como Alice em Closer. Ela colocou aquela peruca rosa, apontou o dedo para minha face magra e acnosa e disse: "Hello, stranger." Só bastou isso. Amelie até hoje não suspeita que as viagens que fiz foi para visitar o set de V de Vingança com Nat. Mais uma vez ela brincou comigo. E dessa vez foi comigo e com o maconheiro do Gael Garcia Bernal. Ao mesmo tempo! Isso não pude suportar. Fiquei sem rumo. Tentei voltar com a Audrey mas o Tom Hanks não deixava eu chegar perto dela por conta do Código Da Vinci. Decidi chutar o balde.
Comi a Keira Knightley depois de "Simplesmente Amor" e sem "Orgulho e Preconceito", furei os zóios do Homem-Aranha com a Kristen Dunst, neguei meu coração à Nicole Kidman depois de "Moulin Rouge" - me arrependo disso, dei trela para os peitos de Scarlett Johansson mas rolou uns "Encontros e Desencontros". E quando vi que Winona Ryder era uma furada eu saltei fora, apesar de achar ela uma coroa digna de nota. Conheci a Rachel Weisz, mas ela disse na minha cara que eu era muito novo e irresponsável pra ela. Um amor não correspondido, vocês podem ver.
Aí, depois de tanto tempo, tantas voltas e desordem, encontrei minha atual companheira: Audrey Hepburn. Sem. Comentários. De um maneira estranha, a estrada que começou lá com Linda Hamilton me trouxe à uma diva do cinema, o ser humano mais bonito de todos o Multi Universos. Estamos vivendo o que considero a plenitude. Definitivamente, she's got me. Tudo que se pode desejar de uma mulher, encontramos nela. Toda a classe e elegancia, a beleza, bondade e inteligência...Embaixadora da UNICEF, oscar de Melhor Atriz por A Princesa e o Plebeu, uma lady! E sabe por que estou tão confiante nessa relação e ao mesmo tempo com medo? Não é por que ela morreu em 1993, mas por que Natalie Portman me veio com Cisne Negro. O que vou fazer agora? Onde isso vai acabar Mathilda? Vai acabar? Bitch!
Das coisas inacreditáveis.
O Efeito Disney
Olá.
Estranhamente, nos últimos dias este blog tem encontrado com chicas muy guapas que andam sofrendo por amores complicados/acabados/não-
1ª) Eu causo isto; (Descartada por falta de fundamentos concretos e plausíveis, id est, Não tenho bulhufas nenhuma a ver com isso);
2ª) Os rapazes decidiram perturbar a estabilidade emocional destas moças sem motivo aparente, só por maldade. (Descartada por falta de credibilidade. Afinal, nenhum cara faria isto. Sério mesmo, nenhum. Espero.);
3ª) A constante presença dos Clássicos de princesas do Disney, durante o desenvolvimento e formação destas moças, injetou no sub-consciente delas a utopia e anseio pelo prínc...homem ideal. Utopia, por definição, é o que é "tão impossível, tão impossível mesmo" que vira piada. Logo, moças, vocês anseiam por uma piada.
Resultado: A culpa deste auê todo é dele: Walt Disney a.k.a Valdisney. O sofrimento coletivo deve-se ao confronto destruidor e sanguinário das expectativas made in Disney com a realidade.
O véio do charuto, maaaaaaaaais conhecido como Freud (pronuncia-se Fróid), disse que vocês que tem coração, se apaixonam por projeções. Todo e qualquer relacionamento começaria apartir da projeção que cria-se do ser amado. No caso delas, a projeção mór - a do príncipe encantado - se projetaria (?!) sobre o moço que é tão príncipe quanto o Mussum era princesa. Aí que começam os problemas, né! Quando ele esquece do aniversário de namoro, quando ele faz um comentário sobre suas gordurinhas, quando ele pega outra mulher, quando ele diz que não quer mais estar contigo e destrói a ilusão de que encontraste um cara legal e que o casamento que começasse a sonhar não vai existir. Pois é, shit happens.
Non ecziste cara ideal, logo não vá acreditar que encontrou um. Por mais que ele seja gente fina, e me incluo no meio deles, não corte os pulsos se rolar o comentário bobo de que tu deveria ficar parecida com a Paola Oliveira. Que mané ficar parecida! Cadê a identidade? Repito, IDENTIDADE! E olhe que isso não é papo de 'alterna'... Foda-se o rótulo de alternativo. Mulé tem que ser inteligente. Beleza é loteria, burrice é opcional. A Branca de Neve foi tão burra que comeu algo que uma estranha ofereceu, a Ciderella deixava foderem com a vida dela sem reclamar...isso é inteligência? Por favor, se alguém só faz te foder e absorver o melhor que você tem e te dá migalhas em troca, na moral, pede pra nascer uma tênia na próxima vida. Assim quem vai roubar é tu. Oooou se ele não te quiser mais, aceite. Quem é você pra se achar a solução definitiva na vida do outro? Lide com o sentimento que for que ainda reste, whatever. Afinal, "...é isso que vocês não são capazes de compreender, que a gente, um dia, possa não querer mais o que se tem."
Aí, quando tiver aprendido isto tudo, talvez perceba que na verdade o príncipe, as vezes, é o cavalo branco.
No mais, da Disney, só a Pixar e o parque.
Da cor do âmbar


Fuck beauty contests
Leléu das Moças
"
Parece que eu estou ficando doida! Parece até que eu estou sonhando. Mas chegou a hora de acordar.
Acordar pra que? Vamos ver o fim do filme. Aposto que ele tem final feliz.
Melhor não, Leléu. Histórias como a nossa costumam acabar mal.
A nossa não precisa acabar é nunca! Quanto mais amor eu sinto, mais falta pra eu sentir.
Um dia termina. Vai dizer que nunca gostou de outra mulher antes?
Eu sempre gostava de todas de uma vez só. Mas é a primeira vez que eu gosto só de uma pra sempre. Minha vida se encaixa na sua, dona Lisbela... e tudo se encaixa na minha vida.
Eu não devia lhe dizer, mas eu tô me derretendo toda por você. O coração mole, as pernas bambas, a mão molhada. Chega a fazer medo.
Eu tenho medo também. Mas não tenho medo de ter medo.
O que vai ser de minha vida, Leléu?
O que a senhora quiser fazer dela.
Eu não sei direito. Quer dizer, eu sei, mas não é direito.
"
Da vida e morte.
Só

Digníssimo leitor, eu lhe pergunto: Qual o problema de ficar só em casa num sábado à noite? Qual o problema de não ter um(a) namorado(a) e não procurar por um(a)? E qual o problema de preferir assistir um filme sozinho? Qual o problema de se programar pra ficar só em casa lendo e organizando as coisas da faculdade/trabalho? E por que cargas d'água existem seres que sentem uma coceira nos partes intimas e safadórias quando não saem de casa pra ver gente? Por que não aguentam ficar só? Por que, por quê, porque, porquêêêêê??
Veja bem Caro Wilson, não é do 'ser só' que me refiro aqui, isto é deprimente e digno de pena, mas sim, do 'estar só'. Levando em consideração que todos não nasceram grudados em ninguém, como alguém no meio desse 'todos' não consegue viver um final de semana sozinho em casa sem reclamar desta situação? Deve haver uma necessidade extrema de contacto com outros humanos ou um medo medonho de ficar só, olhar pra dentro e perceber que o som não se propaga no vácuo. Ou melhor, há uma depêndencia dos que estão em volta por que, afinal, seria você tão superficial a ponto de ter que 'coexistir' pra 'existir'? Eu acho que essa galera nunca viu um cavalo ser parido. Sabe como é? Eles são cagados e 10 minutos depois estão trotando. Isso se chama independência.
Mas vão me dizer: 'Ah, mas não fomos feitos pra ficarmos sozinhos'. Nem sempre. 'Ah, mas temos que viver com alguém, isso nos faz bem'. Nem sempre. Nasce só, cresce só. Estar ao lado de alguém só torna esse processo todo de envelhecer e acumular experiências mais agradável. Sem nunca, NUNCA, depender de alguém pra se divertir ou dar sentido a um final de semana.
Entretanto, na maioria das minhas melhores lembranças, eu nunca estive só. E alguém irá me acusar de ter acabado de me contradizer.
Enfim, só são opiniões e perguntas de um cara que prefere ir ao cinema sozinho pra não se distrair com quem está ao lado. E dessa vez eu nem quero que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês.
Uma Fada Azul montada num Coelho.
O que de mais estranho pode acontecer em um fim de semana?
Você, pessoa alheia às ciências dos gnomos e da Ilha de Avalon, nunca verá uma fada igual a que vi. Uma fada azul e ainda montada em um coelho. Nem com todo Absinto ou qualquer álcool disponível no glorioso estado de Pernambuco. Só não sei se foi a cana que tomei ou a jujuba que comi que montou em minhas retinas tal fotografia. Logo após este acontecimento, ainda fragilizado pela visão, só consegui me acolher no chão ao lado de um Vira Lata do mais alto Perdigree, vulgarmente conhecido como Beethoven. E antes que pensem mais coisas sobre isto, deixo claro que antes que ele viesse lamber minha cara, despertei. Querem saber mais? Pois bem, me meti em cocó de marido e mulher e ri muito com isso também. Foi TENSO, mas se resolveu. No fim todos acabam se amando e isso é o que importa. E quer saber, vamos caçar que é mais divertido! Corri atrás de 3 coelhos: um branquinho, um malhado e um marrom filho da puta que arranhou toda a lataria e pintura de meu braço esquerdo. Putamerda, quem consegue ser agredido por um coelho? E sem contar com as mais variadas formas de cortes e arranhões que as Espadas de São Jorge podem oferecer nos momentos que você se joga no mato sem medo de comer terra atrás destes roedores. Atendimento médico especializado aplicado nos ferimentos (com direito a assepsia com vodka), pegamos um kayak e fomos para alto mar. Rema, rema, rema. Cuidado, olha a onda! Cuidado pra não virar, cuidado! Virou! Corre, que Doga virou com o kayak! Dá um flecheiro e ajuda ele! =D
Doga tá bem e respirando. Só um cortezinho causado pela quilha da embarcação que sangra. É melhor sair d'água que aí vem tubarão. Aperta que estanca. E agora, que tal pegar o carro e ir mergulhar nos 7 metros de profundidade no encontro do mar com o rio? Cerveja no isopor e cuidado pra não molhar a alcatifa do carro. Temos que ir por um píer igual aqueles que eu via em Dawson's Creek pra chegar nas balsas amarradas por dois cabos de aço. Balança pra porra, venta pra carajo, e a paisagem é linda demais. Pela primeira vez eu vi uma ilha que tem um proprietário que não seja a União. E quem vai pular nos 7 metros de água? Pula ou não pula? Vai ou não vai? Vai! Mas vai de vagarinho se segurando nas bordas pra tentar tocar o chão! Mas não tem chão! /facepalm/ Solta a mão e nada! NADA! N-A-D-A! Tranquilo... E pra subir de volta? Contava com tudo menos com os corais que nascem grugados nos tonéis embaixo das balsas! Vai garoto, mete o tornozelo, calcanhar e canela neles! Iiiiisso! O sal cura e já tempera. Já, já vamos embora que tá escurecendo. Chegar logo em casa pra tomar um banho e nos conhecermos, no sentido bíblico da palavra.
Depois de um curso intensivo de churrascaria, fazemos fogo num instante pois somos fogosos, temperamos a carne com vinho pois já estamos vinhados e colocamos o espeto no buraco, por que de buraco a gente entende. Coma, beba e sorria muito (não necessariamente nesta ordem). Afinal, estamos entre amigos. Então vamos dormir que amanhã já é o ultimo dia. Acorda Maria
Bonita, acorda pra fazer café! E almoço também: Os veeeeelhos 17kg de macarrão de praia. Com a diferença que este aqui vai ser feito numa panela que 50cm de diâmetro ;) Come bem, mas toma cuidado com o banzo das 14hrs...quando ele pega, as pestanas pesam e pra dirigir é foda. Passado isso, vamos logo pra casa! Depois dessa Tea Party toda, contabilizamos uns 12 ferimentos entre cortes e arranhões, dois dias e meio de tranquilidade e diversão de verdade, com pessoas de verdade, numa felicidade de verdade. Faço questão de esquecer algo por lá pra ter uma desculpa e voltar pra fazer tudo de novo.
Obrigado a todos envolvidos e agora vou dormir que minhas aulas começam amanhã.