Da madrugada sincera alcoólica
Seven Nation Army
Entre prateleiras
Ela ficaria feliz se soubesse que errou dessa vez...que sim, há mudanças.
Cigarros
Aquele momento no qual você entende que é preciso sair para comprar cigarros e nunca mais voltar.
Saber perder
Como dizia Nelson Rodrigues...
Claro que vou passar aí no fim de semana! Tá maluco cara? É Dia dos Pais. Mas olha, te liguei ontem pra saber como que foi lá na Terça. Assim... eu já soube que deu merda e tal. Só queria te ouvir, saber de tu... Mas nem precisa, do jeito que te conheço já sei como tu tá. Cara, na boa, lembra do que você me dizia quando eu era o irmão adolescente boçal e inconsequente que só fazia merda? Era algo mais ou menos do tipo: "Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las." Não sei onde tu viu esta porra mas hoje concordo plenamente com isso. E dessa vez vai por mim: deixa pra lá. Velho, tu é um desses melhores aí. Não deixa foderem com tudo.
Abraço, ninho!
p.s. Manda beijo pra mãe e pro pai. Diz que vou descer a serra no domingo logo cedo com as meninas. Chegamos rapidinho.
Att's
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Flávio Bernardo
Gerente de Relacionamento e Marketing - FM Consultoria
Tin Man
Oi, filha
Barcelona, 22 de Abril e 2006
Oi, filha.
Mari, desculpa responder tua carta só agora, depois de tanto tempo. A mãe aqui ta trabalhando muito e está tudo tão estressante com a turnê... Mas enfim, consegui ler o seu último post no blog e confesso que não acreditava que você pudesse escrever coisas tão sensíveis e tocantes. Tão jovem e tão sábia! Realmente tenho muito orgulho da filha que criei e aposto que seu pai também acha isso.
Então Mari, seu avó me ligou e comentou que você perguntou a versão dele de como eu conheci seu pai e por quê ele foi embora. Talvez seja a hora de você saber da minha versão. Não garanto que seja uma historia 100% feliz, mas é uma boa história.
Eu era um pouco mais velha do que você é agora quando conheci o JP - esse era o apelido do seu pai; eu namorava outro rapaz quando nos conhecemos e por algum motivo teu pai me chamou atenção. Naquela época haviam jovens muito mais interessantes do que hoje em dia. Eu era uma menina muito comum sabe, tão rasa, só ouvia Roberto Carlos e aquela tal de Jovem Guarda...Mas o João vivia ouvindo Joplin, Hendrix, lendo Tolstoi, Orwell e até Jane Austen. Totalmente diferente dos rapazes com quem eu saía e foi isso que me cativou. Não era um moço bonito, nem popular, nem muito talentoso. Ele era como o George Harrison, sabe? Não era gênio incompreendido como Lennon, nem o Sr. Bom Moço igual ao Paul, muito menos o loser tipo Ringo. Ele só tinha aquele ar de mistério inofensivo, carinhoso e sensível do George. Certeza que você puxou isso dele.
Até hoje não sei o que ele viu em mim naquela época, mas acabamos namorando. Aprendi tanta coisa com ele, Mari. Ele me sofisticou, me ensinou a ter senso crítico sobre as coisas. Teus avós o adoravam! Achavam que ele era o melhor marido que eu poderia querer - nunca souberam que aprendi com ele a fumar maconha! Mas estavam certos. Entre namoro e o nosso casamento passaram 4 anos. Anos que me fizeram tão bem! Foi ele que me ensinou e mostrou tanta coisa nova. Coisas que nunca teria contato se continuasse a ser aquela moça comum, burguesa e que só saia com 'meninos'.
Logo depois do casamento você nasceu. Mari, tu não tem idéia do quanto teu pai te babava. O quanto ele era louco por você. Ele te colocava pra dormir toda noite cantando Strawberry Fields Forever...Como eu o amava por isso. Nunca tinha visto ele tão feliz quanto na sua festinha de 1 ano! Fomos muito felizes! Tinha uma boa família, eu já trabalhava no Ministério da Cultura e ele se esforçava pra se adequar ao trabalhabo chato no escritório do seu avô. Lembra dos almoços de domingo de ele preparava?
Porém Mari, teu pai era um espírito livre. Sei que ele não tinha outras mulheres enquanto estava comigo, mas não sei dizer exatamente o momento em que ele deixou de me amar. Acredito que só aconteceu o que sempre acontece: a vida. É difícil aprisionar os que tem asas. Da ultima vez que conversei contigo sobre a separação você disse coisas horríveis sobre ele, coisas que não são verdades. Ele te amava muito, muito, Mari. Ele pediu pra te levar quando foi morar em Brasília e claro que não deixei. Estava muito abalada, sem entender por que tinha sido abandonada sem motivo algum com uma filha de 5 anos; pensando exatamente como você pensa hoje. Continuei o amando mesmo depois que me deixou e amo até hoje. E admita que ele nunca te deixou na mão ou foi um pai ausente, apesar da distância.
Hoje entendo que a gente pode sim, do nada, não querer mais o que se tem. E que pessoas não são feitas para ser anexadas a outras. Foi por isso que te emancipei quando fizeste 16. Por que eu quero que sejas livre, assim como seu pai foi, que caminhe com as próprias pernas mas sabendo de tens a mim e a teus avós como porto seguro. Essa foi a principal lição que tirei do João. Seja livre pra ser a pessoa de bem que és. Pessoas não possuem nem prendem pessoas.
Hoje, quase 2 anos depois que jogamos as cinzas dele na lagoa, queria que você apagasse qualquer mágoa que ainda houver no seu coração. Seu pai foi a melhor coisa que me aconteceu.
Nos vemos no Natal,
Beijos da mãe.
p.s. sua namorada é linda!!
Pra moça que não sabe ser Mulher
Recife, 2012
Cara Joana,
Depois de nossa conversa concluí: Toda mulher devia ser feminista. 'Feminista' no melhor sentido da palavra.
Toda menina devia estudar a história do feminismo. Dos conceitos de Sagrado Feminino dos povos pagãos até a revolução das minisaias. Devia buscar esse tipo de conhecimento essencial para todo o processo de emancipação da mulher no século XX. Simone de Beauvoir dizia que não se nasce mulher: torna-se uma. Torna-se a partir da percepção de qual lugar você vai tomar na sociedade patriarcal/machista que ainda vivemos.
Veja bem, estou te falando isso não é pra te tornar uma Nazi Feminista, muito menos um macho com ovários. Também não estou te pedindo pra ser aquela mulherzinha rasa e monocromática que só entende de coisas de mulher. Eu estou te pedindo pra honrar as tuas predecessoras e encarar a vida de forma mais corajosa. Sem tanto melodrama, sem choramingar tanto por motivos tão tolos. Você cresceu, uma mulher adulta, comporte-se como tal. Comece parando com esta vaidade imensa. Seja sim vaidosa, mas na medida certa, sem deixar que isso sobreponha sua personalidade ou que chegue ao ponto de ser a única coisa que vemos em você.
Feministas vão dizer que você não tem que ser bonita, que você não deve beleza a ninguém. Nem ao seu namorado, esposo ou companheiro, nem para seus amigos de trabalho, muito menos a qualquer rapaz aleatório na rua. Você não deve isso pra sua mãe, você não deve isso pra seus parentes nem pra sociedade em geral. Beleza não é um aluguel que você paga por ocupar um espaço marcado como 'fêmea'.
Eu, um homem, defendo isto e sei do teu preconceito com essa coisa de feminismo. Levou tempo até eu entender que o feminismo, mesmo o mais radical, não está enraizado no desprezo pelos homens, mas sim na fé que eles são seres humanos. Se um dia eu tiver um bisneto, quero que ele seja uma pessoa decente num mundo em que a decência é a norma, assim como os direitos iguais de gêneros. Não quero que seu filho seja um homem. Quero que seja um ser humano e isso implica no respeito pelo próximo de forma incondicional. Ele chegaria a este mundo como um ser humano. Ele merece a chance de manter essa humanidade, como todos nós. E se não encontrarmos uma forma de permitir que nossos meninos façam isso, temo que nossas meninas não tenham mesmo chance.
E se a única coisa que você lê são os fragmentos de Caio Fernando Abreu soltos por aí, tenta pelo menos ser como a Harriet dele:
"Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor."
Abraços do vovô Euclides.
Assim como Einstein
Duas Rodas
No caminho, lembrou pela milionésima vez da noite na qual um bêbado dirigindo um Fiat 147 tentou parar sua lata velha sobre as pernas de Arnaldo à 74km/h. Ao contrário do que possam imaginar o Grande Arnold parou sim o carro. Não quebrou nenhuma perna, nenhum braço, nenhuma costela, porém, esfarelou 4 vértebras. Ele sempre era atormentado por isso, mas hoje nada ia tirar o sorriso daquele rapaz de 27 anos. Afinal, depois de 4 anos de intensivas sessões de fisioterapia, tratamentos alternativos e experimentais, algum "resultado" foi visto. Um resultado incomum, mas ainda assim um resultado.
Como falei acima, Arnaldo era um cara legal mesmo. Nunca se deprimiu com sua nova condição de deficiente e sempre tirou sarro da situação. Costumava dizer que seu único ponto fraco eram as corridas de longa distancia. Só as longas, por que nas de curta ele era imbatível. Assim que pôde, voltou a trabalhar como design gráfico e retomou as aulas de piano. Nem a namorada que o abandonou na época do acidente tirou seu bom humor.
Chegando na empresa, ligou pra todos os ramais pedindo que todo mundo viesse até sua sala pra saber da novidade. Demorou mais ou menos 15 minutos pra que 22 pessoas se aglomerassem. As que não podiam vir logo saberiam do que se tratava a "novidade". Arnaldo esperou todos se acomodarem, respirou fundo, agradeceu ao que displicentemente chamamos de Deus por ainda ter olhos pra assistir seus filmes e ler seus livros, agradeceu pelos seus ouvidos que ainda podem ouvir Beatles todos dias e agradeceu pelo milagre que lhe foi dado nas primeiras horas daquela manhã. Olhou para todos e falou:
- Pessoal, depois de 4 anos sem poder me levantar desta cadeira, de não conseguir mexer um único dedo do pé, depois de ver minhas pernas atrofiarem pelo desuso...depois de tudo, hoje um grande passo foi dado. Hoje eu me sinto muito mais próximo da recuperação. Pessoal, hoje eu tive minha primeira ereção em 4 anos.
Ela Volátil
E vamos parar com essa conversación?! Não tiene sentido mais. Melhor fugir deixando uma lembrança buena, um postal numa gaveta, uma calcinha furada debajo de la cama, uma fotografia impressa naquela HP Color DeskJet 5550 – cualquier coisinha que depois de algum tempo, depois que toda confusión estiver longe, a gente possa mirar e sorrir, mesmo sem saber direito por quê. Ok?
Caio Fernando Abreu escreveu algo parecido. Isso não é nada original. Então, como eu te dizia, outro dia eu tava com meu violão tendando me convencer que ainda sei tocar alguma coisa e me veio o seguinte pensamento: Se o Pinóquio dissesse que o nariz dele vai crescer agora, o que aconteceria?
Tu nunca conseguiu tocar la guitarra.
Ah, vai dizer que não é um paradoxo interessante?! Igual ao pato Donald se enrolar na toalha depois do banho. Ele já não usa calças mesmo! E o Bob Esponja tomando banho com aquela espuma toda com o Gary?!
Você habla muito sobre nada. Não me deixa hablar também, nunca pergunta minha opinião. Corazón, deixa te explicar, eu estava conversando com meu amigo Rubem Alves e ele me disse: A gente ama não é una persona que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.
Você ainda me chama de coração.
Pero no quiere dizer nada más.
Lembra quando eu disse que era caidinho por você?
Claro que sí: num torpedo de 133 caracteres.
É. Foi. (risos)
Quando foi que usted passou de nerd tímido pra um falastrão cuzão?!
Tá com raiva?
Não! Claro que não!
Ah sim, por que parece. Você tá chorando e tu só chora de raiva. Tá parecendo que teus olhos não duas tempestades de Iansã.
Iansã-quê?!
Iansã, Rainha dos raios, senhora das tempestades, Iansã ou Oyá é a única das deusas do candomblé que tem poder sobre os Eguns...deixa pra lá.
As vezes te acho tão extraño. Da onde tú tira estas coisas?!
Estranho?! Você que tem todas as estranhezas que essa relação podia ter. Lembra o que tu me falou antes de irmos pra cama pela primeira vez?
Não foi bem numa cama. Foi no colchão inflável do Júlio.
Lembra ou não?!
Lembro não. Perdón.
Tu disse assim: Agenor, você necesidad de tirar essa barba. Elas fazem mal para minhas pernas. Eu perguntei se arranhavam muito e você disse que não. Era por que elas se abriam muito facilmente.
Eu era uma puta. (risos)
Enfim, é melhor você ver esse vídeo aqui pra a gente acabar com esse clima chato.
....
Bueno.
Então tá. Acho que ficamos assim. A gente se encontra por aí.
Sim, sim. Me desculpa?
Não tem do que se desculpar. Depois passa lá em casa pra pegar o que sobrou. Teus livros, os discos dos Beatles e do Noel.
Bien, então.
Rita, só mais uma coisa: Eu vou ficar bem, não se preocupa. As cidades, como as pessoas ocasionais e os apartamentos alugados, foram feitas para serem abandonadas.
Adiós.
PostGiganteSobreDesilusões
O meu primeiro amor foi uma coroa BAD-ASS! Quando a conheci era uma louca e mãe de um garoto mais velho que eu. O nome dela era Sarah Connor. Mãe de John Connor, líder da Resistência Humana contra a SkyNet. O ano era 1995, e naquela VHS semi mofada, gravada de uma Tela Quente, eu tinha a minha cópia do Extermiador do Futuro 2: O Julgamento Final, lançado 5 anos antes. Linda Hamilton fazia a mulher mas fodástica que encontrei até hoje /FATO. Pra ser sincero era um misto de admiração e medo. Apesar de um amor puro e ingênuo, afinal eu devia ter uns 6 anos, não duramos muito tempo. A diferença de idade era exorbitante e meus pais gostariam que eu chegasse pelo menos até a 5ª série sem uma desilusão amorosa. Além disso, como eu poderia competir com um soldado enviado do futuro pra proteger e fazer um filho na Linda, enquanto eu dormia as 20:30h todo dia depois de uma papinha de maizena?
O tempo passou e eu amadureci. Decidi me envolver com moças mas novas. Foi aí que em um sábado de 1996 conheci aquela que iria e viria na minha vida por muitos anos. O nome dela era Mathilda. O filme era "O Profissional" de Luc Besson, com Jean Reno e, naquele momento, a futura mãe de minha prole, Natalie Portman. Novamente: Natalie Portman. Watson, um garoto de 6 anos não tem a fibra necessária para lidar com uma garota daquela. Mathilda era uma má companhia pra mim, eu fui avisado por meus colegas do primário. Porém, sempre gostei do que não é saudável. E uma menina de 12 anos que é viúva de um matador profissional, definitivamente não seria uma boa nora. Não me importei com isso e mantive um relacionamento muito duradouro com ela. Éramos felizes. Ela trabalhava com caras mais interessantes que eu como Al Pacino, Tim Burton e Robert De Niro, enquanto eu lia gibis do Espetacular Homem-Aranha. Foi aí que em 1999 ela conheceu George Lucas. Esse velho levou minha Mathilda para as estrelas...Para viver a mãe do Luke Skywalker em Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma. Era muita coisa para um casal como nós. Era...era Star Wars, cara!! Ela já não tinha muito tempo/afeto pra mim e nos separamos por um tempo, afinal, é difícil aprisionar os que tem asas. O destino nos juntaria novamente.
Sabe quem me ajudou a superar isso? As manhãs de sábado da Globo. Na verdade, foi a Joey Potter de Dawson's Creek. Tem coisa mais simpática que Katie Holmes em um barquinho num final de tarde do verão americano? Foi ela quem cuidou de mim, me ajudou a crescer, a me intelectualizar. Aprendi muito com ela e contraí da mesma, esta indecisão que me acompanha até hoje. Enfim, ela cuidou de minhas feridas. Só que também cansou de se prender a mim. Eu só queria continuar ali com ela, naquela enseada. Tipo...pra sempre. Mas ela teve que escolher entre mim, o Dawson e o Pacey. Esse último se deu melhor. Voltei pra casa pra recomeçar sem nenhum ressentimento, estranho isso.
Depois deste relacionamento tão lindo, conheci aquela francesa que quebrou as sombras de meu coração como um creme brulée. Amelie. A coisa mais doce que conheci em toda minha vida. PONTO. Um namoro tranquilo e sutil, tivemos. Sem aquelas modernidades e loucuras atraentes das francesinhas. Uma coisa sublime.
No auge disso tudo, na plenitude de nosso fabuloso destino, quando Audrey Tattou volta das gravações de Eterno Amor, Natalie derruba as prateleiras da locadora como Alice em Closer. Ela colocou aquela peruca rosa, apontou o dedo para minha face magra e acnosa e disse: "Hello, stranger." Só bastou isso. Amelie até hoje não suspeita que as viagens que fiz foi para visitar o set de V de Vingança com Nat. Mais uma vez ela brincou comigo. E dessa vez foi comigo e com o maconheiro do Gael Garcia Bernal. Ao mesmo tempo! Isso não pude suportar. Fiquei sem rumo. Tentei voltar com a Audrey mas o Tom Hanks não deixava eu chegar perto dela por conta do Código Da Vinci. Decidi chutar o balde.
Comi a Keira Knightley depois de "Simplesmente Amor" e sem "Orgulho e Preconceito", furei os zóios do Homem-Aranha com a Kristen Dunst, neguei meu coração à Nicole Kidman depois de "Moulin Rouge" - me arrependo disso, dei trela para os peitos de Scarlett Johansson mas rolou uns "Encontros e Desencontros". E quando vi que Winona Ryder era uma furada eu saltei fora, apesar de achar ela uma coroa digna de nota. Conheci a Rachel Weisz, mas ela disse na minha cara que eu era muito novo e irresponsável pra ela. Um amor não correspondido, vocês podem ver.
Aí, depois de tanto tempo, tantas voltas e desordem, encontrei minha atual companheira: Audrey Hepburn. Sem. Comentários. De um maneira estranha, a estrada que começou lá com Linda Hamilton me trouxe à uma diva do cinema, o ser humano mais bonito de todos o Multi Universos. Estamos vivendo o que considero a plenitude. Definitivamente, she's got me. Tudo que se pode desejar de uma mulher, encontramos nela. Toda a classe e elegancia, a beleza, bondade e inteligência...Embaixadora da UNICEF, oscar de Melhor Atriz por A Princesa e o Plebeu, uma lady! E sabe por que estou tão confiante nessa relação e ao mesmo tempo com medo? Não é por que ela morreu em 1993, mas por que Natalie Portman me veio com Cisne Negro. O que vou fazer agora? Onde isso vai acabar Mathilda? Vai acabar? Bitch!
Das coisas inacreditáveis.
O Efeito Disney
Olá.
Estranhamente, nos últimos dias este blog tem encontrado com chicas muy guapas que andam sofrendo por amores complicados/acabados/não-
1ª) Eu causo isto; (Descartada por falta de fundamentos concretos e plausíveis, id est, Não tenho bulhufas nenhuma a ver com isso);
2ª) Os rapazes decidiram perturbar a estabilidade emocional destas moças sem motivo aparente, só por maldade. (Descartada por falta de credibilidade. Afinal, nenhum cara faria isto. Sério mesmo, nenhum. Espero.);
3ª) A constante presença dos Clássicos de princesas do Disney, durante o desenvolvimento e formação destas moças, injetou no sub-consciente delas a utopia e anseio pelo prínc...homem ideal. Utopia, por definição, é o que é "tão impossível, tão impossível mesmo" que vira piada. Logo, moças, vocês anseiam por uma piada.
Resultado: A culpa deste auê todo é dele: Walt Disney a.k.a Valdisney. O sofrimento coletivo deve-se ao confronto destruidor e sanguinário das expectativas made in Disney com a realidade.
O véio do charuto, maaaaaaaaais conhecido como Freud (pronuncia-se Fróid), disse que vocês que tem coração, se apaixonam por projeções. Todo e qualquer relacionamento começaria apartir da projeção que cria-se do ser amado. No caso delas, a projeção mór - a do príncipe encantado - se projetaria (?!) sobre o moço que é tão príncipe quanto o Mussum era princesa. Aí que começam os problemas, né! Quando ele esquece do aniversário de namoro, quando ele faz um comentário sobre suas gordurinhas, quando ele pega outra mulher, quando ele diz que não quer mais estar contigo e destrói a ilusão de que encontraste um cara legal e que o casamento que começasse a sonhar não vai existir. Pois é, shit happens.
Non ecziste cara ideal, logo não vá acreditar que encontrou um. Por mais que ele seja gente fina, e me incluo no meio deles, não corte os pulsos se rolar o comentário bobo de que tu deveria ficar parecida com a Paola Oliveira. Que mané ficar parecida! Cadê a identidade? Repito, IDENTIDADE! E olhe que isso não é papo de 'alterna'... Foda-se o rótulo de alternativo. Mulé tem que ser inteligente. Beleza é loteria, burrice é opcional. A Branca de Neve foi tão burra que comeu algo que uma estranha ofereceu, a Ciderella deixava foderem com a vida dela sem reclamar...isso é inteligência? Por favor, se alguém só faz te foder e absorver o melhor que você tem e te dá migalhas em troca, na moral, pede pra nascer uma tênia na próxima vida. Assim quem vai roubar é tu. Oooou se ele não te quiser mais, aceite. Quem é você pra se achar a solução definitiva na vida do outro? Lide com o sentimento que for que ainda reste, whatever. Afinal, "...é isso que vocês não são capazes de compreender, que a gente, um dia, possa não querer mais o que se tem."
Aí, quando tiver aprendido isto tudo, talvez perceba que na verdade o príncipe, as vezes, é o cavalo branco.
No mais, da Disney, só a Pixar e o parque.
Da cor do âmbar


Fuck beauty contests
Da vida e morte.
Só

Digníssimo leitor, eu lhe pergunto: Qual o problema de ficar só em casa num sábado à noite? Qual o problema de não ter um(a) namorado(a) e não procurar por um(a)? E qual o problema de preferir assistir um filme sozinho? Qual o problema de se programar pra ficar só em casa lendo e organizando as coisas da faculdade/trabalho? E por que cargas d'água existem seres que sentem uma coceira nos partes intimas e safadórias quando não saem de casa pra ver gente? Por que não aguentam ficar só? Por que, por quê, porque, porquêêêêê??
Veja bem Caro Wilson, não é do 'ser só' que me refiro aqui, isto é deprimente e digno de pena, mas sim, do 'estar só'. Levando em consideração que todos não nasceram grudados em ninguém, como alguém no meio desse 'todos' não consegue viver um final de semana sozinho em casa sem reclamar desta situação? Deve haver uma necessidade extrema de contacto com outros humanos ou um medo medonho de ficar só, olhar pra dentro e perceber que o som não se propaga no vácuo. Ou melhor, há uma depêndencia dos que estão em volta por que, afinal, seria você tão superficial a ponto de ter que 'coexistir' pra 'existir'? Eu acho que essa galera nunca viu um cavalo ser parido. Sabe como é? Eles são cagados e 10 minutos depois estão trotando. Isso se chama independência.
Mas vão me dizer: 'Ah, mas não fomos feitos pra ficarmos sozinhos'. Nem sempre. 'Ah, mas temos que viver com alguém, isso nos faz bem'. Nem sempre. Nasce só, cresce só. Estar ao lado de alguém só torna esse processo todo de envelhecer e acumular experiências mais agradável. Sem nunca, NUNCA, depender de alguém pra se divertir ou dar sentido a um final de semana.
Entretanto, na maioria das minhas melhores lembranças, eu nunca estive só. E alguém irá me acusar de ter acabado de me contradizer.
Enfim, só são opiniões e perguntas de um cara que prefere ir ao cinema sozinho pra não se distrair com quem está ao lado. E dessa vez eu nem quero que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês.
Uma Fada Azul montada num Coelho.
O que de mais estranho pode acontecer em um fim de semana?
Você, pessoa alheia às ciências dos gnomos e da Ilha de Avalon, nunca verá uma fada igual a que vi. Uma fada azul e ainda montada em um coelho. Nem com todo Absinto ou qualquer álcool disponível no glorioso estado de Pernambuco. Só não sei se foi a cana que tomei ou a jujuba que comi que montou em minhas retinas tal fotografia. Logo após este acontecimento, ainda fragilizado pela visão, só consegui me acolher no chão ao lado de um Vira Lata do mais alto Perdigree, vulgarmente conhecido como Beethoven. E antes que pensem mais coisas sobre isto, deixo claro que antes que ele viesse lamber minha cara, despertei. Querem saber mais? Pois bem, me meti em cocó de marido e mulher e ri muito com isso também. Foi TENSO, mas se resolveu. No fim todos acabam se amando e isso é o que importa. E quer saber, vamos caçar que é mais divertido! Corri atrás de 3 coelhos: um branquinho, um malhado e um marrom filho da puta que arranhou toda a lataria e pintura de meu braço esquerdo. Putamerda, quem consegue ser agredido por um coelho? E sem contar com as mais variadas formas de cortes e arranhões que as Espadas de São Jorge podem oferecer nos momentos que você se joga no mato sem medo de comer terra atrás destes roedores. Atendimento médico especializado aplicado nos ferimentos (com direito a assepsia com vodka), pegamos um kayak e fomos para alto mar. Rema, rema, rema. Cuidado, olha a onda! Cuidado pra não virar, cuidado! Virou! Corre, que Doga virou com o kayak! Dá um flecheiro e ajuda ele! =D
Doga tá bem e respirando. Só um cortezinho causado pela quilha da embarcação que sangra. É melhor sair d'água que aí vem tubarão. Aperta que estanca. E agora, que tal pegar o carro e ir mergulhar nos 7 metros de profundidade no encontro do mar com o rio? Cerveja no isopor e cuidado pra não molhar a alcatifa do carro. Temos que ir por um píer igual aqueles que eu via em Dawson's Creek pra chegar nas balsas amarradas por dois cabos de aço. Balança pra porra, venta pra carajo, e a paisagem é linda demais. Pela primeira vez eu vi uma ilha que tem um proprietário que não seja a União. E quem vai pular nos 7 metros de água? Pula ou não pula? Vai ou não vai? Vai! Mas vai de vagarinho se segurando nas bordas pra tentar tocar o chão! Mas não tem chão! /facepalm/ Solta a mão e nada! NADA! N-A-D-A! Tranquilo... E pra subir de volta? Contava com tudo menos com os corais que nascem grugados nos tonéis embaixo das balsas! Vai garoto, mete o tornozelo, calcanhar e canela neles! Iiiiisso! O sal cura e já tempera. Já, já vamos embora que tá escurecendo. Chegar logo em casa pra tomar um banho e nos conhecermos, no sentido bíblico da palavra.
Depois de um curso intensivo de churrascaria, fazemos fogo num instante pois somos fogosos, temperamos a carne com vinho pois já estamos vinhados e colocamos o espeto no buraco, por que de buraco a gente entende. Coma, beba e sorria muito (não necessariamente nesta ordem). Afinal, estamos entre amigos. Então vamos dormir que amanhã já é o ultimo dia. Acorda Maria
Bonita, acorda pra fazer café! E almoço também: Os veeeeelhos 17kg de macarrão de praia. Com a diferença que este aqui vai ser feito numa panela que 50cm de diâmetro ;) Come bem, mas toma cuidado com o banzo das 14hrs...quando ele pega, as pestanas pesam e pra dirigir é foda. Passado isso, vamos logo pra casa! Depois dessa Tea Party toda, contabilizamos uns 12 ferimentos entre cortes e arranhões, dois dias e meio de tranquilidade e diversão de verdade, com pessoas de verdade, numa felicidade de verdade. Faço questão de esquecer algo por lá pra ter uma desculpa e voltar pra fazer tudo de novo.
Obrigado a todos envolvidos e agora vou dormir que minhas aulas começam amanhã.

